Realmente não sei o que pensar da sociedade atual.
Eu, cândida Maria de Jesus, vivi toda a minha vida procurando alguma forma de melhorar o futuro das pessoas. Nasci numa cidade pequena, passei por muitas dificuldades financeiras com minha família, mas nunca deixei de ouvir um chamado que eu tinha certeza que existia dentro de mim para uma missão maior. Cheguei a recusar uma proposta de casamento, pois sabia que esse chamado exigia que fosse "Eu toda e só para Deus".
Morei em algumas cidades onde conheci pessoas genuinamente bondosas. Fui orientada por padres até perceber que minha vocação era proporcionar uma educação cristã as crianças e adolescentes. Por volta de 1869 tive a inspiração de fundar a congregação Filhas de Jesus, e assim o fiz. Juntamente com algumas irmãs bem dispostas conseguimos, três anos depois, concluir nossos planos e renovar as formas de educação da época. Pouco a pouco nossa congregação foi se espalhando pelo mundo. Morri seis anos depois.
Agora fico aqui de cima observando e protegendo a todos como posso decepcionada ao ver tanta violência e desigualdade.
Enquanto os instintos agressivos predominam na natureza humana, superando razão e valores, causando as guerras que destroçam a esperança, enquanto o homem não crer em Deus, existir a cobiça e o egoísmo, enquanto governos arbitrários e ambiciosos predominarem sobre os mais fracos, e a miséria moral, social e econômica ainda existir, será indispensável relatar as tragédias e os dramas do cotidiano e meu objetivo não terá se concretizado.
Dia 17 de Outubro serei canonizada. Alcançarei uma de minhas matas - a santidade. "Como deus é bom e quanto nos ama."
Vocês são a geração presente. Confiem nele e façam o possível para serem pessoas melhores. Esse é o caminho da verdadeira felicidade.
"Adeus, meus filhos, e saibam que os quer muito bem sua madre que os abençoa.".
Ingrid Carraro.
1º ano EM 301
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